29 de agosto de 2011

Atenção ao 'EU TE AMO'

Era dia 23 de dezembro, cheguei em casa do trabalho e minha mãe estava fazendo a janta.
- Oi mãe.
- Oi meu filho, como foi o trabalho?
Fui para o quarto e minutos depois ela me pergunta se eu queria jantar. Eu disse que sim. 
- Filho, você quer que eu faça um prato e leve para você no quarto? 
Eu respondo que sim.
Ela fez um prato de comida com carinho e me trouxe no quarto.  Comi - demorei até - pois falava com alguns amigos pelo computador e combinávamos de sair. Quando terminei de comer levei o prato na cozinha e voltei para o quarto. Eu ia buscar uns amigos para ver um filme em casa.
Peguei umas roupas sujas que estava no quarto para levar para o banheiro e dar uma arrumada no quarto, afinal, iria receber pessoas. Ao chegar no banheiro percebi que estava ocupado. Bati na porta.
- Mãe?
- Oi filho, estou ocupada.
- Vou dar uma saída. Posso deixar umas roupas aqui na porta pra senhora colocar no cesto?
- Pode sim.
Voltei ao quarto. Coloquei uma camiseta e peguei a chave da moto. Quando estava saindo senti vontade de me despedir da minha mãe mais uma vez. Fui ao banheiro e bati na porta.
- Mãe? Mãe?
Ela não respondia. Então ouvi um barulho meio agonizante e abri a porta. Minha mãe estava ali deitada naquele chão toda ensanguentada.
Na hora fiquei muito apavorado, sem reação. Não sabia o que fazer. Corri para a rua.
- Alguém chame uma ambulância, minha mãe está ferida. Socorro! Ajuda!
Voltei para perto dela. Ela ainda estava consciente. Dei um abraço bem forte. Eu a via coberta de sangue e tentava entender os motivos daquilo. O tempo passava e o socorro demorava a chegar.
Comecei a procurar algum ferimento para estancar o sangue e vi um pequeno corte, aproximadamente 1 cm, no lado esquerdo, entre o pescoço e o tórax. Não era um corte grande, mas foi o suficiente para acertar em cheio em sua veia Aorta.
Minha mãe começava a ficar pálida. Milhões de coisas se passando em minha mente. Eu a abracei bem forte.
- Mamãe, por que isso? Eu te amo.
- Também te amo, meu amor. Não quero morrer. – disse com a voz engasgada.
Percebi que ela não agüentaria muito até que a ambulância chegasse.
- Mãe, preste bastante atenção no que eu vou dizer. A senhora aceita a salvação de Cristo? Se arrepende dos seus pecados?
Ela tenta fixar o olhar em mim... e balança a cabeça positivamente, porque já não tinha forças para falar.
- Mamãe, a senhora aceita a Jesus como seu salvador eterno?
Mais uma vez o sim.
Fiquei ali com ela em meus braços por 23 minutos.
Ela me pediu um copo d’água. Bebeu um gole. Olhou bem nos meus olhos.
- Eu te amo, filhinho.
Foram suas últimas palavras. Ditas em meus braços.
Ela veio a óbito com um choque hemorrágico, que é quando a pessoa perde muito sangue.
O que me conforta é saber que minha mãe aceitou a Jesus dentro daqueles 23 dolorosos minutos que lhe restaram, e creio que nesse momento está na glória do Pai.
Hoje, sem minha mãe, vejo que eu era totalmente dependente dela. Por tudo que passei, nunca pensei em abandonar a igreja ou rejeitar a Deus. Sei que existem pessoas com problemas bem piores que os meus.

Deixo a mensagem aos jovens. Vocês, que tem seus pais, amem e os respeitem. Nunca deixem de dizer ‘eu te amo’, pois essas palavras fazem a diferença.

Que DEUS os abençoe!

Testemunho de Rodrigo Pacheco - Bauru - SP

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